Arquivo por categoria: Zeca Martins

 
 

Curso | Redação Criativa Começa Assim

curso-zecamartins
Redação Criativa Começa Assim é um curso voltado a profissionais e estudantes de todos os setores, com muita teoria e prática. Existem técnicas simples que ajudarão você a pensar diferente, com mais criatividade e, por consequência, escrever melhor ainda. Inscreva-se e aprenda.

O curso será ministrado pelo Zeca Martins, publicitário e autor dos livros PROPAGANDA É ISSO AÍ! e REDAÇÃO PUBLICITÁRIA - A PRÁTICA NA PRÁTICA.

+ SAIBA MAIS E INSCREVA-SE!

Onde? São Paulo.

Quando? 23 de junho de 2018, 09h-18h

Duração: 8 horas-aula, a depender do perfil do grupo.

Programa:
i. Apresentação de técnicas para desenvolvimento da criatividade para todos os fins, no trabalho e na vida
ii. Fundamentos do texto criativo
iii. Fundamentos de construção do texto criativo
iv. Como as pessoas se comportam diante dos variados meios de comunicação
v. Como estimular a memorização de nossas mensagens
vi. Os tipos de lógica envolvidos na comunicação
vii. Exercícios práticos monitorados
viii. Cuidados essenciais na comunicação corporativa

+ SAIBA MAIS E INSCREVA-SE!

O que é sucesso profissional? | Zeca Martins

Japan Flag

O QUE É SUCESSO PROFISSIONAL?
UMA HISTORINHA DE PUBLICITÁRIO.

Em 1991, deixei meu cargo na área de comunicação da então Ford New Holland e fui trabalhar no mercado publicitário de Curitiba, onde morei por nove anos.
À época, a inflação era galopante, a economia não ia muito bem e todo mundo só falava em crise. Com exceção dos índices de inflação, era tudo igualzinho a hoje.
Empresários não investiam, anunciantes não anunciavam. E nós, publicitários, penávamos com a falta de verbas de propaganda. A lenga-lenga de sempre.
Bem, o jeito era prospectar e prospectar e prospectar clientes, mais clientes, mais clientes ainda!
Na Complan Propaganda, agência com que tinha uma associação informal, eu e meu diretor de arte, o Aramis (que, aliás, teve o mau gosto de morrer), criamos uma campanha para prospectar clientes baseada na ideia de que a crise estava mais na cabeça dos agentes econômicos do que na realidade dos fatos. Países haviam passado por situações incrivelmente piores e usaram suas dificuldades para se desenvolver, como Alemanha, Estados Unidos e Japão.
A campanha funcionou e conquistamos alguns clientes.
Contei toda essa história para falar sobre o que entendo por sucesso profissional.
Acontece que, recentemente, recebi e-mail de um leitor dos meus livros, que me perguntava se eu era realizado profissionalmente, se eu me considerava um sujeito de sucesso.
Eu disse que sim, mas que na minha carreira profissional só faltava ter um texto meu gravado pelo Ferreira Martins, o melhor locutor brasileiro desde sempre, em minha opinião.
Eis que, sabendo disso, meu filho Miguel me pergunta a mais óbvia das perguntas: “Você, ao menos, tentou pedir pra ele que gravasse um texto seu?”
Depois de alguns minutos fazendo “cara de tacho”, resolvi procurar o Ferreira Martins. É impressionante o poder do óbvio.
Mas qual texto eu pediria pra ele gravar? Foi fácil: um dos meus textos foi reproduzido pelo Roberto Menna Barreto, meu ídolo profissional, em seu livro O Copy Criativo. A imagem era uma brincadeira com a bandeira do Japão, onde o círculo vermelho central era substituído pela careta de um japonês sorrindo.
Em resumo, não apenas o Ferreira Martins aceitou gravar como, sobretudo, foi um perfeito cavalheiro. Gentilíssimo, ainda teve a elegância de o gravar em três intonações diferentes. Se quiser ouvir, clique aqui (https://goo.gl/1LMkvB) para baixar.
Pronto! Minha vida profissional estava, portanto, completa, e depois de mais de 35 anos no ramo.
Mas, voltando ao tema deste texto, o que é sucesso profissional, afinal de contas?
Em minha modesta opinião, sucesso não se mede pela conta bancária, pelo patrimônio pessoal ou por sua exibição pública. Sucesso é um sentimento interior, é olhar para seu passado e ver que tudo valeu a pena, com ou sem crise, com ou sem noticiário ou conjuntura contra ou favor da economia ou seja lá do que for.
Será que ganhei milhões de dólares, como procuram mostrar alguns publicitários por aí? De jeito nenhum! Ao contrário, preciso continuar trabalhando bastante para sobreviver.
Com ou sem fortunas no bolso, eu sou um cara de sucesso, apenas porque realizei coisas importantes que me propus a realizar.
Espero que você também venha a ser um cara de sucesso. E que seu sucesso seja muito, muito maior que o meu.

Locução de Ferreira Martins para o texto do Zeca Martins.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

SOBRE O AUTOR
Zeca Martins é Redator Publicitário graduado em Propaganda e Marketing pela ESPM e autor dos livros Propaganda isso aí, Deus é inocente e Redação publicitária: a prática na prática, adotados em faculdades de Comunicação Social de todo o Brasil. Atualmente também desenvolve projetos com macrofotografia.

Clique aqui e conheça seus livros.

Leia aqui a entrevista que o blog fez com o Zeca Martins.

Aproveite e saiba mais sobre o projeto do Zeca Martins com macrofotografia.

Promoção | 10 anos do Putasacada

Atualizado em 01/02/2018.

Quer participar?
Crie um título para a National Geographic ou Pfizer com base na foto abaixo:

zeca-martins-escorpiao

Regulamento:

Como participar?

1. Basta escolher o cliente:
clientes-promo

2. E enviar seu título através deste formulário. Inscrições encerradas.

É só isso?
Sim. Mas atenção: é permitido apenas um título para cada cliente por pessoa. Você tem duas chances para ganhar.

Quem irá julgar?
Zeca Martins, redator e autor do prêmio e da foto.
Tiago Moraes, redator e autor do blog.

Qual é o prazo para envio?
Dia 31 de janeiro de 2018. (atualizado)

Qual é o prêmio?
Primeiro lugar:
Melhor título para National Geographic:
- um livro Redação Publicitária: a prática na prática.
Melhor título para Pfizer:
- um livro Redação Publicitária: a prática na prática.
Segundo lugar: uma caneta BIC (você escolhe a cor).
Terceiro lugar: uma mensagem de parabéns inbox no Facebook.

Está com dúvidas?
Leia com atenção os comentários deste post. A dúvida de outra pessoa pode ser igual a sua. Se mesmo assim você não encontrou a resposta, deixe um comentário com a pergunta que deseja fazer.

Quer comprar o livro?

SOBRE A FOTO:
A foto foi clicada pelo próprio Zeca Martins, parceiro do blog de longa data e que topou prontamente em participar da promoção de 10 anos. A imagem é uma macrofotografia que, na verdade, nem tem nada de tão espantoso assim: apenas mostra muito de perto tudo o que está ao seu redor, mas que você, normalmente, não consegue observar a olho nu. A macrofotografia ajuda você a ver o mundo de um ponto de vista incomum, causando sensações que vão da surpresa ao prazer de saber que sempre há um mundo inexplorado bem aí, pertinho, ao seu lado. E tem aplicações nos negócios, na decoração, na arte, em todo lugar. Tudo depende dos seus olhos. Bem, no final das contas, tem muita coisa pequena por aí que merece ser vista como você nunca viu.

Quer saber mais sobre o trabalho do Zeca Martins com macrofotografia?
Acesse seu site: www.macrofoto.me.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte VII

Parte VII de VII
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.

Faça o Sr. Target sonhar!
Ninguém compra produtos, compram-se promessas, compram-se benefícios. Compram-se, enfim, idealizações, projeções, sonhos.
Faça, portanto, o Sr. Target sonhar.
Charles Revson, fundador da indústria de cosméticos Revlon, dizia: ‘na indústria fabricamos cosméticos, na loja vendemos esperança’. Ou, como dizem alguns publicitários ‘ninguém compra uma broca, compra buracos na parede!’
Em suma, o que o consumidor quer – e paga por isso – é a obtenção de resultados. Este princípio cabe perfeitamente em qualquer produto que você vá anunciar.
Seu anúncio promete resultados? Nada mais a dizer.

Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte VI

Parte VI de VII
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.

Cuidado com redundâncias.
As redundâncias de texto/imagem ocorrem, mais frequentemente, nos filmes publicitários, e são um desperdício de recursos. Exemplo: a imagem mostra uma maçã. E o texto diz: maçã.
Agora vejamos de outra forma. A imagem mostra uma maçã e o texto diz: a tentação do sabor. Faz muita diferença, não?
Evitar a redundância significa ganho de tempo e de espaço que poderá ser utilizado para o desenvolvimento de algo mais, como um novo argumento, uma ideia acessória etc. Se, num filme de trinta segundos, por exemplo, tivermos redundância texto/imagem, teremos aí os mesmíssimos trinta segundos de informação. Mas se o texto ocupar trinta segundos com a informação X, e a imagem ocupar trinta segundos com a informação complementar Y, o filme continuará com trinta segundos de tempo, mas com sessenta segundos de informação. Pura malandragem para fazer o anúncio crescer; é fermento de publicitário!
Um outro cuidado a se tomar é evitar o reaproveitamento do mesmo texto para diferentes mídias (muita gente apela para este recurso). Isto, porque diante de cada mídia o comportamento do Sr. Target poderá alterar-se, e um texto que eventualmente funcione bem na TV talvez não repita o mesmo desempenho no rádio.
Finalmente, se for o caso, radicalize no combate à redundância: elimine o texto e veja se a imagem fala melhor sozinha! Não é incomum que isto aconteça.
Caso real. Antes, alerto que evitei a todo custo a reprodução de anúncios pelas razões que já expus na Apresentação deste livro, mas abro uma exceção para um anúncio maravilhoso que eu e o Newton Cesar criamos, certa vez, e que foi um caso típico da eliminação pura e simples do texto. Era um anúncio para um cliente de varejo do setor de presentes e utilidades domésticas – Lojas Camicado, de São Paulo, SP – e Dia das Mães no calendário promocional. Note que outra imagem já havia sido produzida e o texto correspondente redigido, mas o sem-graça do Newton resolveu mudar a imagem de última hora. Quando vi o que ele tinha aprontado, decidi simplesmente eliminar o texto. Veja o anúncio e diga se, de fato, caberia ali algum palavrório.

dia-das-maes-camicado-pb

Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte V

Parte V de VII
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.

Nada de preguiça.
O publicitário, particularmente aquele que trabalha em Criação, é sobretudo um artesão. Por isso, fazer um bom texto publicitário também é buscar a perfeição. Tá, raras vezes isso é possível, porque o Atendimento e o cliente não saem mesmo do pé, ficam enchendo o saco, querem tudo para ontem etc. Mas, quando dá, é seu dever de redator brincar com o texto até a beira do esgotamento. Pesquise, vá à biblioteca mais próxima, vá à Internet, procure literatura e referências sobre o tema. Escreva e reescreva o anúncio mil vezes, troque palavras, experimente sonoridades, mude as abordagens, tente o humor, tente o sentimentalismo, tente o apelo à razão, tente ideias antagônicas, tente o escambau… pois sabe-se lá qual poderá ser o resultado. Tire a primeira frase, se não fizer diferença, é porque ela estava a mais; continue fazendo o mesmo com as demais frases. Faça isso também com algumas palavras, e preste muita atenção aos vícios de linguagem, coisas como ‘vai estar fazendo’ em lugar de um simples ‘fará’, ou ‘temos a certeza’ em vez de ‘temos certeza’.
E, para matar a pau, enxugue ao máximo textos e ideias, porque a síntese na sua comunicação é o pulo do gato da Propaganda eficaz.
Invente!
O bom texto publicitário deve, enfim, ser trabalhado como se trabalha na confecção de um mosaico, unindo peças (as palavras) as mais variadas para obter um resultado surpreendente. Eis mais uma razão para se esforçar continuamente no desenvolvimento de um bom vocabulário, coisa que se obtém, nunca é demais lembrar, pelo exercício constante da leitura de todos os gêneros literários e de tudo que possa estar ao seu alcance.
Uma coisa eu garanto: o texto que nascer depois de muita transpiração do redator será, certamente, um ótimo texto publicitário.

Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte IV

Parte IV de VII
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.

Informativo.
É evidente que tudo depende das circunstâncias, do briefing específico, mas não poderemos jamais relegar para segundo plano o caráter informativo que o anúncio deve ter sobre características e virtudes do produto.
Se o produto tem algum ingrediente inédito, por exemplo, explique o que é e para que serve. Se houver espaço e oportunidade, mostre como este ingrediente age.
Se o produto ou serviço incorpora alguma nova tecnologia, estude-a o suficiente para estar seguro de que seu texto é realmente esclarecedor.
Algum benefício ou alguma promessa muito facilmente identificáveis devem estar claramente estampados lá no anúncio. Nada de rodeios, e nada de presumir que o Sr. Target vai entender suas intenções geniais, porém ocultas. Clareza e conteúdo na informação é metade do sucesso garantido!

Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte III

Parte III de VII
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.

Coloquial é bom.
Propaganda é, por definição, um ato de persuasão. E ninguém melhor para nos persuadir do que um amigo próximo, certo? A linguagem coloquial representa exatamente alguém próximo, em quem podemos confiar. O produto passa a ser esse alguém em quem podemos confiar!
Claro que não se trata, principalmente no caso da mídia eletrônica, daquele locutor com voz de travesseiro sussurrando no ouvido do Sr. Target. O coloquial, aqui, tem o sentido de proximidade, mas – atenção! – tenha sempre muito cuidado na escolha das ideias, e das palavras que as expressarão, pois, por falarmos com grupos, não iremos nos arriscar a ofender as suscetibilidades individuais de quem quer que seja, por mínima que possa parecer esta ofensa.

Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte II

Parte II de VII
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.

Use palavras simples.
Nada desse negócio de querer ganhar o Prêmio Nobel de literatura com um anúncio. Embora devamos respeitar a inteligência do Sr. Target, temos a obrigação de lembrar sempre que a simplicidade, no caso, é a mãe dos resultados. Anúncios, embora valham-se de texto e arte, não são obras artísticas a priori; são peças construídas em função de uma expectativa de vendas! Daí, a necessidade da simplicidade, o que não nos desobriga do bom gosto e dos argumentos inteligentes.
O Sr. Target não é uma pessoa só, são milhões de pessoas com bagagens culturais e vocabulários necessariamente diferentes, então não podemos nos arriscar com o uso de termos estranhos àquilo que consideramos o conhecimento do homem médio.

Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

Dicas para um bom texto publicitário | Parte I

Novidade no blog.
Dicas para um bom texto publicitário é uma colaboração do Zeca Martins.
Serão 7 publicações. Confira a primeira.


Não vou tomar seu tempo com determinada questiúncula corrente alhures, acerca de dever o texto publicitário ser curto ou longo. De cara, já vou afirmar que o texto de um anúncio não pode mesmo é ser pedante como a frase anterior (questiúncula corrente alhures, acerca de…? Que horror!). Faço a seguir algumas observações baseadas na experiência do dia-a-dia, e alerto que são apenas observações, porque não creio em normas rígidas para nada, muito menos para a elaboração de um texto publicitário.

Texto curto ou texto longo?
Muita gente – por achar que as novas gerações de consumidores representam o que não se poderia chamar exatamente de letradas, por seus níveis insuficientes de leitura e crescente apego à imagem – acredita que textos publicitários devam ser curtos ou, até, inexistentes. É o pessoal que advoga a comunicação eminentemente conceitual, seja lá o que isso signifique. Por falar nisso, existe um ‘conceito’ por aí que diz que a atual geração (nascidos nos anos oitenta e após) é predominantemente formada por Xers (leia-se écsers), isto é, a turma do X, das opções por múltipla escolha, da linguagem de videogame, em suma, gente que não gosta de ler e quer receber a informação já mastigada, prontinha para digestão. Esta rapaziada estaria em contraposição aos boomers, no caso eu, nascido no boom populacional da década de 1950, e meus contemporâneos, os quadradões que estudaram filosofia e latim no colégio e foram obrigados a ler na marra Machado de Assis e demais expoentes da literatura em língua portuguesa (eu era um sortudo e não sabia).
Se partimos deste princípio de Xers, boomers, geração isso, geração aquilo, corremos apenas o risco de alimentar preconceitos que, como já vimos, são puro veneno para a boa comunicação. O que é indispensável é conhecer bastante bem o público-alvo para falar com ele de modo a mais facilmente persuadi-lo para as virtudes do produto anunciado. Em outras palavras, faça seu texto publicitário do tamanho que você achar que deve fazer e em função do que o seu feeling disser.


Trecho extraído do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! Clique para conhecer o livro.

podcast do putasacada
calcule o tempo de leitura
Titulum Ipsum
contador de caracteres